Em sua quarta edição, iniciativa reuniu corredores em Barcarena e contou novamente com o apoio do Hospital Adventista de Barcarena em ações de prevenção e promoção da saúde.
Aos 59 anos, Claudia Furtado sabe que correr também exige conhecer e respeitar os próprios limites. Há 11 anos, durante o banho, ela percebeu um nódulo na mama direita. A descoberta deu início ao que hoje chama de sua “primeira corrida”: a corrida pela vida.
Claudia já mantinha acompanhamento médico periódico e, após o diagnóstico de câncer de mama, essa atenção à saúde ganhou ainda mais significado. Anos depois, a atividade física passou a fazer parte de sua rotina. Primeiro vieram as caminhadas, recomendadas durante o acompanhamento de uma neuropatia periférica. Aos poucos, ela chegou à corrida.
“De fato, eu não corria, mas sempre fazia periodicamente os exames médicos, os check-ups. A saúde precisa ser monitorada, ser cuidada. Independentemente de você manter hábitos saudáveis e fazer atividade física, manter o acompanhamento médico é fundamental”, afirma Claudia.

Hoje, ela participa de corridas de rua, mas mantém uma regra importante: respeitar as condições do próprio organismo e as orientações dos profissionais que acompanham sua saúde.
“Quando você passa a correr, esse acompanhamento é fundamental ainda mais. Não é só decidir correr e ir para a rua. Você precisa saber das suas condições físicas e até onde pode chegar”, acrescenta.
Claudia também integra a organização da Corrida Projeto Mãos Amigas realizada no domingo (16), que chegou à quarta edição reunindo esporte, convivência e incentivo ao cuidado com a saúde em Barcarena. A prova, com percurso de 7 quilômetros, foi realizada no Cabana Clube, em Vila dos Cabanos, e contou novamente com o apoio do Hospital Adventista de Barcarena (HABA).






Exercício e acompanhamento da saúde
A experiência de Claudia coloca em evidência uma mensagem que esteve presente nesta edição: incorporar hábitos saudáveis à rotina não elimina a importância de acompanhar as condições de saúde.
Lidiane Coutinho, 44 anos, também encontrou na atividade física uma aliada durante sua trajetória. Em acompanhamento oncológico, ela passou por tratamentos iniciados em 2013 e conta que, ao longo dos anos, passou a dedicar ainda mais atenção à alimentação e à prática de exercícios, sem abandonar as avaliações periódicas.
“Eu sou acompanhada pelo meu oncologista. A cada seis meses faço aquele check-up que ele me recomenda”, conta Lidiane.
A corredora relata que, quando recebeu o primeiro diagnóstico, ainda levava uma vida sedentária. A experiência modificou sua relação com os próprios hábitos e, atualmente, a atividade física ocupa outro espaço em sua rotina.
“A atividade física está sendo fundamental na minha vida. Se você nunca praticou, comece caminhando e, aos poucos, vá evoluindo. A atividade física é vida, é saúde”, incentiva.
Outro participante da prova, Gabriel Medrado, 33 anos, nutricionista, também relaciona os treinos ao acompanhamento periódico da saúde. Ele participou da Corrida Mãos Amigas pela primeira vez e conta que mantém, além da corrida, uma rotina de musculação, cuidados com a alimentação e avaliações de saúde.
“Quando a gente treina e tem uma rotina alimentar saudável, é importante fazer os exames e as consultas médicas também. Caso exista alguma intercorrência, podemos identificar e buscar o cuidado necessário o quanto antes”, afirma.






Prevenção também faz parte do percurso
Durante a quarta edição da corrida, a equipe do HABA realizou aferição de pressão arterial, glicemia capilar, saturação de oxigênio e frequência cardíaca. Também foram disponibilizados materiais para eventuais curativos.
Para Elda Assis, biomédica e coordenadora assistencial do Hospital Adventista de Barcarena, praticar atividade física e acompanhar as condições de saúde são cuidados complementares.
“Nem sempre os sinais se apresentam; algumas alterações podem ser silenciosas. Por esse motivo, é necessário fazer acompanhamento para que a pessoa também tenha segurança ao realizar uma atividade física”, explica.
Elda destaca que quem está sedentário e pretende iniciar uma nova rotina de exercícios deve buscar avaliação profissional, especialmente antes de atividades de maior intensidade. O acompanhamento permite conhecer as próprias condições de saúde e receber orientações adequadas à realidade de cada pessoa.
A experiência do HABA na edição anterior da corrida reforçou essa percepção. Segundo Elda, durante as avaliações realizadas pela equipe foram encontradas alterações de glicemia entre participantes, inclusive em pessoas que desconheciam apresentar níveis alterados.
“Ano passado, quando realizamos esse mesmo serviço, encontramos pessoas que não sabiam que estavam com a glicemia alterada e praticavam atividade física normalmente. Nem sempre o organismo apresenta sinais”, relata.
A coordenadora também orienta que manifestações incomuns durante ou após o exercício não sejam ignoradas. Dores ou outros sintomas diferentes daqueles normalmente relacionados ao esforço físico devem motivar a procura por avaliação de um profissional de saúde.






Uma parceria que chega à quarta edição
A presença do HABA dá continuidade à parceria com o Instituto Francisco Magno Nunes, responsável pelo Projeto Mãos Amigas e pela realização da corrida.
Para Laurita Nunes, presidente do Instituto, chegar à quarta edição demonstra que a iniciativa conquistou espaço na comunidade e vem estimulando mudanças na rotina dos participantes.
“Quem não caminhava hoje caminha, quem não pedalava hoje pedala ou faz algum tipo de atividade física. Temos sentido que a Corrida Mãos Amigas trouxe esse impacto para a nossa comunidade”, afirma.
Laurita também destaca a aproximação entre moradores, lideranças e voluntários proporcionada pelo projeto. Para ela, a continuidade da parceria com o Hospital Adventista de Barcarena fortalece a proposta de incentivar qualidade de vida e cuidado integral.
“O ser humano precisa ser cuidado na integralidade: corpo, mente e espírito. O Hospital Adventista traz todo esse cuidado para dentro da Corrida Mãos Amigas, justamente para os nossos atletas”, acrescenta.
Cuidado para além do hospital
Além dos atendimentos realizados pela equipe de saúde, a participação do HABA contou com um espaço de oração, acompanhamento pastoral e entrega de literatura aos participantes.
Para Elda Assis, estar novamente na Corrida Mãos Amigas também expressa a compreensão de saúde integral adotada pela instituição e amplia a relação do hospital com a comunidade.
“O Projeto Mãos Amigas se adequa ao que nós entendemos como instituição adventista. Para uma pessoa viver bem, ela precisa ter uma boa saúde integral, no sentido físico, social, mental e espiritual”, afirma.
Essa presença também ajuda a ampliar a percepção sobre o papel de uma instituição de saúde. O cuidado não precisa começar somente quando uma doença já está instalada.
“Nós queremos que as pessoas vejam a instituição adventista não apenas como parceira no cuidado da doença. Elas não precisam procurar a gente somente quando estão doentes. Estamos aqui para ajudá-las na saúde integral e também na prevenção”, conclui Elda.
Ao apoiar novamente a Corrida Projeto Mãos Amigas, o Hospital Adventista de Barcarena reforça sua atuação junto à comunidade e o compromisso com uma visão de cuidado que associa atividade física, prevenção, acompanhamento da saúde e atenção integral à pessoa.
