Transmitido aos colaboradores do HABA, treinamento abordou autoconhecimento, comunicação e construção de relações mais colaborativas.
Uma mesma orientação pode ser compreendida de maneiras diferentes. Enquanto algumas pessoas preferem explicações objetivas, outras precisam de mais contexto, tempo ou acolhimento. Reconhecer essas diferenças e ajustar a forma de se comunicar foi uma das reflexões propostas pela capacitação “Inteligência relacional: como lidar com pessoas de personalidades diferentes”, transmitida aos colaboradores do Hospital Adventista de Barcarena (HABA).
Promovido pelo Núcleo de Capacitação e Pesquisa (NCP), o treinamento foi realizado no dia 24 de agosto, no auditório Irineu Stabenow, no Hospital Adventista de Belém, com a participação de profissionais das áreas assistencial, administrativa e de atendimento. A transmissão para Barcarena ampliou o acesso ao conteúdo e possibilitou que as equipes da unidade também refletissem sobre os impactos das diferenças de personalidade nas relações de trabalho e no cuidado prestado aos pacientes.
Durante a palestra, George Ramos destacou que a inteligência relacional pode ser desenvolvida por profissionais de todas as áreas e funções. Isso porque as relações estão presentes em toda a rotina hospitalar, desde a convivência entre colegas até o contato com pacientes, acompanhantes e parceiros.
“Quando compreendemos quem somos e por que as outras pessoas agem de determinada maneira, conseguimos evitar conflitos desnecessários, construir pontes e desenvolver uma sinergia maior nas relações”, explicou.

Diferenças que não cabem em rótulos
A capacitação apresentou o modelo conhecido como Big Five, que compreende a personalidade a partir de cinco grandes dimensões: neuroticismo, extroversão, abertura, amabilidade e conscienciosidade.
A proposta não é dividir as pessoas em categorias rígidas, mas compreender que cada característica se manifesta em diferentes níveis. Uma pessoa não é simplesmente extrovertida ou amável. Ela apresenta esses traços em maior ou menor intensidade, combinados a outras características que influenciam sua maneira de pensar, sentir e agir.
Para George, esse conhecimento começa pela observação de si mesmo. Ao reconhecer as próprias tendências e reações, o colaborador pode compreender melhor seu comportamento e desenvolver formas mais adequadas de se relacionar.
“A personalidade não é uma sentença. Quando nos conhecemos, entendemos por que agimos de determinada forma e também conseguimos compreender melhor o outro. A partir disso, podemos ajustar nosso comportamento para alcançar resultados melhores”, afirmou.
No ambiente hospitalar, essa habilidade ganha ainda mais importância. Pacientes e acompanhantes costumam chegar à instituição em momentos de preocupação, insegurança e vulnerabilidade. Por isso, reconhecer diferentes formas de reação e adaptar a comunicação pode favorecer uma abordagem mais empática, acolhedora e atenta às necessidades de cada pessoa.
Aprendizado aplicado à rotina
Para Camyla Melém, supervisora do Setor de Nutrição Dietética (SND), o conteúdo proporcionou uma oportunidade de autoconhecimento e reflexão sobre a maneira como cada pessoa se comunica.
“Foi importante entender que essas características não são pontos rígidos, mas fazem parte de um espectro. Conseguimos nos enxergar em algumas situações e aprender um pouco mais sobre nós mesmos”, relatou.
Na atuação como gestora, Camyla reconhece que esse aprendizado também pode contribuir para a condução das equipes. Uma orientação simples, uma conversa delicada ou uma situação de maior responsabilidade podem exigir abordagens distintas, de acordo com as necessidades de cada profissional.
“Nem todas as pessoas são iguais. Por isso, estratégias diferentes precisam ser adotadas no dia a dia. Existem maneiras diferentes de abordar pessoas diferentes, e esse conhecimento vai me ajudar bastante como gestora”, acrescentou.
Ao proporcionar o acesso das equipes do HABA a conteúdos que integram desenvolvimento profissional e competências relacionais, a instituição fortalece uma cultura organizacional pautada no respeito, na cooperação e na compreensão das diferenças. Relações de trabalho mais conscientes também se refletem na maneira como cada paciente é recebido, ouvido e cuidado.
